Upbit sofreu um ataque de 30 milhões de dólares
Upbit sofreu um ataque de 30 milhões de dólares
A exchange sul-coreana Upbit sofreu um grande roubo de aproximadamente 30 milhões de dólares, drenado diretamente de uma de suas hot wallets operando na rede Solana. O ataque foi detectado após uma série de transações anômalas, levando a plataforma a suspender imediatamente saques e transferências. Essa resposta de emergência ajudou a conter perdas adicionais, mas deixou milhões de usuários em incerteza enquanto a situação era analisada.
As autoridades rapidamente direcionaram sua investigação para o Lazarus Group, uma organização de hackers ligada à Coreia do Norte e já responsável por vários grandes ataques à indústria cripto. As primeiras conclusões sugerem comprometimento interno ou falsificação de identidade direcionada, método que lembra fortemente o hack anterior da Upbit em 2019. A recorrência desses ataques levanta sérias preocupações sobre a capacidade das exchanges de proteger hot wallets contra agentes de ameaça altamente sofisticados e apoiados pelo Estado.
O timing alimentou mais especulações. O hack ocorreu apenas horas após o anúncio da aquisição da Dunamu, empresa controladora da Upbit, por um consórcio sul-coreano. Alguns observadores acreditam que o incidente pode ter sido lançado estrategicamente para interromper o acordo ou explorar a confusão ao redor. Os fundos roubados foram rapidamente transferidos para wallets externas, provavelmente fragmentados, convertidos e ofuscados usando ferramentas projetadas para romper a rastreabilidade das transações.
A Upbit afirmou que todas as perdas serão totalmente cobertas pelas reservas da empresa, de modo que nenhum usuário sofra impacto financeiro. Ainda assim, o incidente destaca vulnerabilidades na infraestrutura das exchanges e a necessidade urgente de reforçar a segurança das hot wallets. Essa violação mais recente pode reviver a pressão regulatória na Coreia do Sul e além, em um setor onde cada fraqueza técnica se torna uma oportunidade para adversários cada vez mais preparados.
High Stakes: um validador suíço que busca democratizar o staking e o Web3
Fundada em 2021 e oficialmente registrada no ano seguinte, a High Stakes pretende tornar‑se um dos validadores mais visíveis do ecossistema Cosmos e oferecer um ponto de acesso simples, robusto e transparente ao staking.
Com sede na Suíça, a empresa construiu sua reputação com base em uma abordagem não custodial: os usuários mantêm controle total sobre seus fundos em suas próprias carteiras, enquanto a High Stakes realiza apenas a validação das transações. Essa filosofia tem atraído cada vez mais investidores que buscam retornos sem confiar suas criptomoedas a plataformas centralizadas.
A High Stakes suporta uma ampla variedade de blockchains, incluindo ATOM, Akash, Injective, Secret Network, Band, Persistence e outras. Além da validação tradicional, a empresa oferece serviços completos de infraestrutura Web3: nós dedicados, APIs, RPCs públicos, relayers cross‑chain, snapshots para atualizações rápidas e muito mais.
Um dos elementos centrais do projeto é seu programa de fidelidade IBEX. Cada delegador ganha pontos diários com base nos tokens apostados. Esses pontos podem ser convertidos posteriormente em recompensas adicionais, às vezes pagas em ATOM ou stablecoins, aumentando o rendimento total. O sistema utiliza uma fórmula projetada para impedir que carteiras extremamente grandes dominem as recompensas e para manter uma distribuição justa. O IBEX também permite que os usuários aumentem seu portfólio de forma passiva, sem intervenção manual.
Essa combinação de acessibilidade, ferramentas avançadas e filosofia não custodial posiciona a High Stakes entre os validadores que buscam profissionalizar o ecossistema mantendo‑o amigável ao usuário. A empresa investe tanto em educação quanto em infraestrutura: participação ativa da comunidade, documentação clara e desejo de desmistificar o staking. Embora a concorrência no ecossistema Cosmos continue intensa, a High Stakes possui um posicionamento forte e coerente, capaz de atrair tanto iniciantes quanto usuários experientes.
Éric Larchevêque, Tony Parker e Nathan Benchimol lançam “The Bitcoin Society”
Éric Larchevêque está se associando a Tony Parker e Nathan Benchimol para lançar The Bitcoin Society, uma empresa recém-listada na Euronext com o objetivo de acumular Bitcoin como reserva de tesouraria. Ao adquirir uma estrutura já pública, a equipe cria uma “Bitcoin Treasury Company,” proporcionando ao público exposição ao BTC por meio de uma ação tradicional em vez de derivativos ou ETFs. O projeto é ambicioso e construído sobre uma visão de longo prazo baseada na crença de que o Bitcoin se tornará um ativo monetário chave.
Mas a The Bitcoin Society não se trata apenas de acumular BTC. Os fundadores também anunciaram um componente impulsionado pela comunidade, projetado como uma “sociedade de rede,” destinado a reunir empreendedores, investidores e entusiastas em torno de uma visão compartilhada de soberania financeira. O modelo inclui clubes premium e eventos presenciais para construir uma cultura Bitcoin estruturada além da dimensão puramente técnica.
A abordagem já está gerando debate. Alguns aplaudem uma iniciativa que conecta Bitcoin e mercados tradicionais enquanto acelera a adoção institucional. Outros questionam a ideia de delegar a custódia do Bitcoin a uma empresa listada quando a filosofia central do Bitcoin promove a soberania individual. O projeto precisará provar seu valor por meio de transparência, estratégia de acumulação e mantendo-se verdadeiramente respaldado por Bitcoin.
Apesar das questões, a The Bitcoin Society reflete uma tendência mais profunda: o Bitcoin está se integrando cada vez mais às estruturas financeiras tradicionais de forma acessível.
Cosmos prepara uma reformulação completa da tokenômica do ATOM
A Cosmos está preparando uma grande transformação do seu token ATOM com o objetivo de abandonar gradualmente seu modelo inflacionário atual. O protocolo pretende encerrar o sistema em que a emissão contínua de tokens impulsiona incentivos econômicos e, em vez disso, mudar para uma estrutura baseada em receitas reais geradas pela atividade da rede. O objetivo é claro: fazer do ATOM um token cujo valor provém da utilidade do ecossistema, e não da inflação impulsionada por staking.
A reformulação seguirá um processo estruturado que inclui uma proposta inicial, pesquisas de equipes especializadas, modelagem econômica, publicação de cenários possíveis e uma votação final da comunidade. O objetivo é construir um modelo de token mais robusto, alinhado ao crescimento das aplicações alimentadas pela Cosmos, reduzindo a dependência da inflação monetária.
A mudança também aborda um problema persistente. A inflação do ATOM gerou pressão constante de venda: quando as recompensas de staking diminuíram, muitos detentores venderam seus tokens, enfraquecendo o preço de forma mecânica. Ao mudar para um modelo financiado por taxas de rede, a Cosmos pretende romper esse ciclo e incentivar a retenção de longo prazo, ao mesmo tempo em que estabiliza o ecossistema.
No entanto, a reforma não está isenta de riscos. O sucesso depende da capacidade da Cosmos de gerar receita suficiente por meio de cadeias interoperáveis, aplicações e serviços de rede. A transição também deve ser aceita pela comunidade e executada corretamente em nível técnico. Se essas condições forem atendidas, o ATOM poderá se tornar um modelo de tokenômica sustentável, adaptado às realidades das finanças descentralizadas modernas.